Infiltração, plasma rico em plaquetas e aspirado de medula óssea usam o próprio organismo para tratar dor articular. São recursos reais e úteis — e também o campo onde mais se promete além do que a evidência sustenta.
Medicina regenerativa no joelho não recria cartilagem perdida, não desfaz artrose instalada e não substitui a prótese quando ela é a indicação correta. Qualquer material que prometa isso está vendendo mais do que a ciência entrega.
O que esses procedimentos podem fazer, em casos bem selecionados, é reduzir dor, melhorar função e adiar ou evitar uma cirurgia — o que já é bastante.
Esta página foi escrita para ser conservadora de propósito. Se você quer ouvir promessa de cura, vai encontrar em outro lugar.
Anti-inflamatório potente aplicado dentro da articulação. Alívio geralmente rápido e de duração limitada. Útil para controlar crise inflamatória e permitir que a fisioterapia avance. Tem limite de repetição.
Melhora a lubrificação e o amortecimento da articulação. Indicado sobretudo na artrose de grau leve a moderado, com efeito que se instala mais lentamente e tende a durar mais que o corticoide.
Preparado a partir do sangue do próprio paciente, concentrando plaquetas e fatores de crescimento. Usado em artrose inicial e intermediária e em algumas tendinopatias.
Obtido por punção da medula óssea do próprio paciente, geralmente da bacia. Concentra células e fatores com potencial reparador. Procedimento mais invasivo que o PRP e reservado a indicações específicas.
A coleta é feita no próprio paciente — sangue no caso do PRP, medula óssea no caso do BMAC. O material é processado e aplicado na articulação, com técnica asséptica e, quando indicado, guiado por imagem para garantir o posicionamento.
É um procedimento ambulatorial na maioria dos casos. Pode haver dor e inchaço nos primeiros dias, e o efeito costuma se instalar ao longo de semanas, não imediatamente.
A resposta varia bastante entre pacientes. Parte melhora de forma consistente, parte melhora parcialmente e parte não responde. A literatura mostra benefício em subgrupos, com heterogeneidade grande entre protocolos e preparos.
Por isso a avaliação define estágio da artrose, alinhamento do membro, peso, força muscular e expectativa antes de indicar. Sem isso, é sorteio.
Valores e forma de pagamento a definir — a maioria desses procedimentos não tem cobertura de convênio.
Não há evidência de que reconstrua cartilagem perdida. O benefício descrito é de dor e função em casos selecionados, e é assim que ele deve ser oferecido.
Varia com o protocolo e com a resposta. Isso é definido na avaliação e revisado depois da primeira aplicação.
Em geral não, e isso muda conforme o plano e o procedimento. A assessoria confirma antes de agendar.
Se a indicação de prótese está estabelecida, não. Se ainda não está, é exatamente aí que esses recursos fazem sentido.
Mande uma mensagem com a cidade onde quer ser atendido, seu convênio e o que está sentindo.
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