A prótese é uma etapa do tratamento da artrose, não o primeiro passo. Existe um caminho longo antes dela — e saber em que ponto desse caminho você está é o que a consulta resolve.
É o desgaste progressivo da cartilagem que reveste a articulação, com alterações do osso subjacente, da membrana sinovial e dos tecidos ao redor. Dá dor, rigidez ao levantar depois de ficar parado, inchaço e perda progressiva de movimento.
Não é só "idade". Peso corporal, lesões antigas de menisco e ligamento, alterações de alinhamento das pernas, fatores metabólicos e inflamatórios entram na conta — e vários deles são tratáveis.
O item de maior impacto e o menos vendido. Reduzir sobrecarga muda dor e progressão.
Quadríceps e musculatura do quadril funcionam como amortecedor ativo do joelho. Joelho artrósico com músculo forte dói menos.
Analgesia bem conduzida permite que o paciente consiga se movimentar, o que é parte do tratamento.
Corticoide, ácido hialurônico, PRP ou BMAC em casos selecionados, conforme o estágio.
Em pacientes mais jovens com desgaste localizado e desalinhamento, a osteotomia pode redistribuir carga e adiar a prótese por anos.
A artroplastia é considerada quando há desgaste avançado documentado, dor que persiste apesar do tratamento conservador bem feito, e impacto real na sua vida — dor noturna, perda de autonomia, dificuldade para andar distâncias curtas.
Não se indica prótese por imagem isolada. Existe joelho com raio-X ruim e função aceitável, e existe o contrário.
A decisão também considera idade, condições clínicas, expectativa de atividade e a capacidade de encarar a reabilitação, que é exigente.
Resolve bem: dor de origem articular, que é a queixa principal da maioria dos pacientes, e a limitação para caminhar e subir escadas.
Não devolve: um joelho idêntico ao original. Há limite de flexão, sensação diferente na articulação e restrição de atividades de alto impacto.
Não corrige: dor que na verdade vem da coluna, do quadril ou de causa não articular. Por isso o exame completo importa antes de indicar.
O preparo antes da cirurgia — fortalecimento, controle de comorbidades, avaliação clínica e orientação sobre o pós — faz diferença no resultado. Chegar à sala em melhores condições encurta o caminho de volta.
No pós-operatório, a marcha costuma ser retomada precocemente com apoio, e a reabilitação segue por meses, com ganho progressivo de movimento e força. O cronograma do seu caso é entregue por escrito.
É um implante com vida útil longa, mas finita. Duração depende de peso, nível de atividade, qualidade óssea e do próprio implante. Isso é discutido no planejamento, especialmente em pacientes mais jovens.
O objetivo é caminhar sem dor e com autonomia. Atividades de impacto, como corrida e esportes com salto, costumam ser desaconselhadas.
Sim, e a estratégia — um de cada vez ou os dois no mesmo tempo — depende da sua condição clínica e do suporte que você terá em casa.
Parte das cirurgias de artroplastia é realizada em Juazeiro pelo Instituto Viver, em parceria com o SUS, com fluxo próprio de regulação. A assessoria orienta o caminho conforme o seu caso.
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