A torção com o pé preso no chão, o estalo e o joelho que incha em poucas horas. Nem toda ruptura de LCA precisa de reconstrução — o que decide é a instabilidade e o que você precisa voltar a fazer.
O ligamento cruzado anterior estabiliza o joelho contra o deslizamento da tíbia para a frente e contra o movimento de rotação. A ruptura costuma vir de um mecanismo sem contato: o pé fica fixo no chão, o corpo gira, o joelho cede para dentro.
Um detalhe que muda a conduta: a lesão de LCA raramente vem sozinha. Menisco, cartilagem e ligamento colateral costumam estar envolvidos, e é isso que às vezes transforma um caso conservador em cirúrgico.
Muitos pacientes descrevem um estalo audível ou a sensação de algo se soltando dentro do joelho.
O joelho incha em poucas horas, não em dias. Isso sugere sangramento dentro da articulação.
A queixa mais característica na fase tardia: o joelho "escapa" ao girar, descer escada ou pisar em falso.
Pode indicar bloqueio por lesão meniscal associada.
O exame físico vem primeiro. Testes como Lachman, gaveta anterior e pivot-shift avaliam diretamente a frouxidão do ligamento e a rotação do joelho — e são mais informativos do que a imagem isolada.
A ressonância magnética confirma a ruptura e mostra as lesões associadas de menisco e cartilagem, que pesam bastante na decisão. O raio-X entra para avaliar alinhamento e afastar fratura.
Laudo de ressonância não é diagnóstico. É um dado. O que define a conduta é o conjunto de queixa, exame e imagem.
Esta é a pergunta real da consulta, e a resposta não é automática. Pesam:
Existem pacientes que vivem bem sem LCA, com reforço muscular e adaptação de atividade. E existem pacientes que precisam da reconstrução para não destruir o menisco e a cartilagem ao longo dos anos.
A cirurgia é feita por artroscopia, com pequenos acessos. O ligamento rompido não é costurado de volta: ele é substituído por um enxerto, retirado do próprio paciente (tendões flexores ou tendão patelar, mais comumente) e fixado em túneis no fêmur e na tíbia.
Quando há lesão de menisco associada, ela é tratada no mesmo tempo cirúrgico — com sutura sempre que o tipo de lesão permitir.
A reabilitação é longa e acontece por fases, não por datas fixas. Em linhas gerais:
Voltar ao esporte antes da hora é a causa mais comum de nova ruptura. O prazo do seu caso é definido na consulta e revisado a cada etapa.
Em muitos casos sim, e em alguns é até preferível: operar com o joelho ainda muito inchado e rígido aumenta o risco de perda de movimento. O intervalo é usado para reabilitação pré-operatória.
Muitos pacientes voltam, mas isso depende do caso, das lesões associadas e da reabilitação. Ninguém honesto garante retorno ao nível anterior antes de avaliar você.
Há dor no pós-operatório imediato, controlada com medicação e com o protocolo de analgesia. A queixa mais comum nas primeiras semanas costuma ser rigidez, não dor intensa.
Sim, e não é opcional. A reconstrução do LCA é uma das cirurgias em que o resultado depende mais do que acontece depois do que do que acontece na sala.
Mande uma mensagem com a cidade onde quer ser atendido, seu convênio e o que está sentindo.
Abrir conversa no WhatsApp