Dor ao agachar, estalo, travamento. O menisco aparece lesionado em muitas ressonâncias — inclusive em joelhos que não doem. O trabalho da consulta é separar o achado de imagem do que realmente está causando sua dor.
São duas estruturas de fibrocartilagem, medial e lateral, encaixadas entre o fêmur e a tíbia. Funcionam como amortecedor e distribuidor de carga, e participam da estabilidade e da lubrificação da articulação. Perder menisco é perder proteção da cartilagem — por isso preservar é o objetivo sempre que o tipo de lesão permite.
Mais comum em pessoas jovens e ativas. Vem de um movimento de torção com carga. Costuma dar sintoma claro: dor localizada, derrame articular, às vezes travamento. É a que mais se beneficia de sutura.
Aparece com o tempo, associada ao desgaste articular. Muito frequente a partir da meia-idade e presente em muitos joelhos assintomáticos. Aqui a cirurgia isolada costuma entregar menos do que o paciente espera, e o tratamento conservador ganha peso.
Essa diferença é o ponto mais importante desta página. "Tenho lesão de menisco na ressonância" não é indicação cirúrgica por si só.
Meniscorrafia (sutura) — o menisco é costurado e preservado. Possível quando a lesão está em zona com irrigação sanguínea e tem padrão suturável. A recuperação é mais lenta e mais restritiva, porque o tecido precisa cicatrizar. É o objetivo preferencial, especialmente em pacientes jovens.
Meniscectomia parcial — a porção lesionada e instável é ressecada, preservando o máximo possível do restante. Recuperação mais rápida, mas com perda definitiva daquele tecido.
A decisão final às vezes só é possível dentro da cirurgia, com o menisco à vista. Isso é conversado antes, para você não ser surpreendido no pós-operatório.
Cirurgia por vídeo, feita por dois ou três acessos pequenos. Uma câmera entra na articulação e permite inspecionar menisco, cartilagem e ligamentos diretamente — com frequência encontrando coisas que a ressonância não mostrou.
Minimamente invasiva não é sinônimo de pequena. Tem anestesia, tem preparo pré-operatório e tem regras no pós. Quem trata como procedimento banal costuma se atrapalhar na recuperação.
Varia conforme o que foi feito. A meniscectomia costuma permitir carga precoce e retorno mais rápido às atividades leves. A sutura exige proteção da cicatrização, com restrição de carga e de flexão por um período definido caso a caso.
Em ambos, a fisioterapia é o que devolve força e confiança ao joelho. O cronograma do seu caso é entregue por escrito.
Não necessariamente. Lesões degenerativas aparecem em muitos joelhos sem dor. O que decide é o conjunto: sintoma, exame físico e imagem, nessa ordem.
Com frequência sim, sobretudo nas lesões degenerativas: fisioterapia, ajuste de carga e, em casos selecionados, infiltração. A cirurgia entra quando há bloqueio mecânico ou falha do tratamento conservador.
Depende do procedimento e do tipo de trabalho. Atividade administrativa costuma permitir retorno antes de trabalho que exige agachar, subir escadas ou carregar peso. O prazo é definido na consulta.
Perder tecido meniscal reduz a proteção da cartilagem e é um fator de risco descrito. Por isso a conduta preserva o máximo possível e prioriza a sutura quando ela é viável.
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